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quinta-feira, 15 de março de 2012

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Depressão também pode atingir crianças


Ao contrário do que muitos pensam, crianças também sofrem de depressão. A doença que sempre pareceu um mal exclusivo dos adultos hoje em dia, segundo o National Institute of Mental Health, afeta cerca de 1% a 3% das crianças na fase da pré - adolescência (11 aos 13anos) e 3% a 9% dos adolescentes (13 aos 18 anos). 

Diagnosticar depressão é mais difícil nas crianças, pois os sintomas podem ser confundidos com irritabilidade, birras, mau humor e agressividade. O que diferencia a depressão das tristezas do dia a dia é a intensidade, a persistência e as mudanças nos hábitos normais das atividades da criança. 
A depressão infantil é um transtorno do humor capaz de comprometer o desenvolvimento da criança ou do adolescente e interferir no seu processo de maturidade psicológica e social. As manifestações da depressão em crianças e em adultos são diferentes, possivelmente devido ao processo de desenvolvimento que existem na infância e adolescência. A etiologia da depressão tem sido estudada por vários autores e não se encontrou uma causa específica que possa justificar quadros de depressão na infância. 
Entretanto, existem vários fatores de risco associados ao aparecimento da doença, que podem ser encaixados em três categorias: biológica, psicológica e social/ambiental. Dentre as causas biológicas, a mais significante e bem estudada é o fator genético ou a hereditariedade para a depressão. Vários estudos têm mostrado altas taxas de depressão nos parentes adultos de crianças ou adolescentes com o problema. 
Estudos também mostram que o tratamento da depressão da mãe pode ajudar no desenvolvimento dos filhos. Em relação aos aspectos psicológicos sabe-se que situações traumáticas, tais como separação dos pais, mudança de colégio, morte de uma pessoa querida ou animal de estimação podem desencadear quadros de depressão. Com relação aos aspectos sociais e ambientais imagina-se que a pobreza pode estar relacionada com a depressão.

Depressão em bebês e sintomas 

O psicanalista inglês John Bowlby contribuiu com as suas investigações para o estudo das reações da criança frente a uma separação materna e relaciona estes comportamentos como uma primeira depressão. O autor defende que a fase considerada mais crítica situa-se entre os cinco meses e os três anos de idade. 
Numa primeira instância, o bebê atravessa uma fase de protesto no momento de separação, apresentando choro, agitação, com manifestações que persistem até dois ou três dias; posteriormente segue-se a fase de desespero (bebê rejeita comer, ser vestido e tudo que o rodeia, assemelhando-se a um estado de grande luto); por último, aparece a fase de desvinculação, quando recusa a presença de enfermeiros e não aceita os seus cuidados sem a presença da mãe. Este tipo de depressão infantil pode ocorrer muito precocemente e está relacionada à ausência dos cuidados maternos. 
Apesar de a depressão poder aparecer em qualquer idade, o risco de desenvolver a doença aumenta significantemente com a puberdade. A prevalência de depressão nos adolescentes chega a 25%, de acordo com a Academia Americana de Psiquiatria da Infância e Adolescência. 
Os principais sintomas de depressão na infância são sentimentos de desesperança, dificuldade de concentração, memória ou raciocínio, angústia, pessimismo, agressividade, falta de apetite, tronco arqueado, falta de prazer em executar atividades, isolamento, apatia, insônia ou sono excessivo que não satisfaz, desatenção em tudo que tenta fazer, queixas de dores, baixa autoestima e sentimento de inferioridade, ideia de suicídio e pensamento de tragédias ou morte, sensação frequente de cansaço ou perda de energia, sentimentos de culpa e dificuldade de se afastar da mãe. Os pais ou responsáveis podem perceber a depressão infantil quando ocorrer uma mudança significativa no comportamento da criança que envolva os sintomas acima descritos.

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